Os Negócios que serão tendência para os próximos 10 Anos

Em tempos de pandemia e crise economia, o medo e as incertezas tem feito parte do dia a dia da grande maioria dos empreendedores pelo mundo.

No Brasil, adicione a isso a tradicional fragilidade do ecossistema empreendedor, e temos um cenário caótico para todos aqueles que já possuem o próprio negócio, ou que são ansiosos aspirantes para iniciar sua jornada empreendedora.

Com tantas dúvidas e falta de perspectivas sobre o futuro dos negócios para os próximos anos, decidimos reunir um valioso time de especialistas e empreendedores para identificar, na opinião deles, quais são os segmentos e modelos de negócio com maior potencial de êxito e também de fracasso para os próximos 10 anos.

Uma unanimidade entre todos está no fato de acreditarem que daqui em diante nada mais será como antes, principalmente em relação aos hábitos de consumo do mercado, e ao uso da tecnologia, que será parte cada vez mais essencial em toda empresa que quiser sobreviver e se destacar neste novo mercado que está surgindo.

Para Eduardo Luiz, CEO da EPAR Business Experts, o segmento da saúde, que está em foco no momento, com certeza continuará com grande demanda por novas entregas e meios. “Nesse sentido surgirão necessidades diferentes e com isso também oportunidades. Sistemas de identificação de doenças por sensores, atendimento autônomo de paciente, toda a cadeia de suprimentos e equipamentos sofrerá adequações. Sistemas de ventilação e novas estruturas prediais passaram a usar o conceito de circulação natural de ar e não mais ambiente totalmente climatizado, ou seja, arquitetos, e empresas especializadas deverão e poderão entender esse movimento e sair na vanguarda. Ainda pegando o gancho de saúde, vamos colocar aqui o mercado de bem estar (academias/ atividades físicas) terão seus mercados potencializados, pois as pessoas passaram a entender melhor que saúde não é só ir ao médico, mas também exercitar-se, porém, o conceito de academias fechadas e todos “respirando o mesmo ar” deverá ser modificado”, afirma Eduardo.

Segundo Eduardo, outro mercado que deverá apresentar grandes mudanças e oportunidades de negócios é o da construção civil e mercado imobiliário. “As relações de moradia passam a ter outros preceitos e, com isso, necessidades que antes não estavam na mesa passam a estar. Fazer essas leituras, entender esse comportamento que estava adormecido é também oportunidade para aqueles que souberem entender. O conceito de supermercados e mercados de bairro em função do conceito de moradia também trará bastante oportunidades, isso já era uma tendência e passa a ser ainda mais potencializado no futuro próximo”. Para o CEO, as estruturas empresariais também passarão por desafios e ajustes.  “Espaços antes tidos como necessários deixaram de ser, a consciência coletiva determinará que esse movimento do trabalho é essencial e obrigatória, mas não será feito e executado dentro das estruturas antes colocadas. As estruturas parecerão mais como pontos de apoio e algumas empresas inclusive tendem a compartilhar espaços comuns visando a performance de seus negócios”, completa.

Para Ricardo Branco, diretor executivo da Feira Virtual de Franquias, serão inúmeras oportunidades para o mercado de trabalho, como principalmente: Alimentação em tamanho pequeno com cardápio enxuto e produto com alta demanda (sistema de delivery de rua e por aplicativos),  startups de telemedicina, plataformas de vendas de diversos segmentos de oportunidades de consumo, entre outros. Além disso, na opinião do especialista, o modelo de moradia passará por grandes mudanças. “Serão lançados, cada vez mais, condomínios funcionais e inteligentes que além de lavanderias automatizadas e terceirizadas, terão lojas de conveniência, feiras semanais, portarias monitoradas e digitalizadas. Os serviços automatizados ganharão destaque e o empreendedorismo ficará a cargo da gestão, trazendo fortemente o âmbito educacional”, afirma Ricardo.

Sobre segmentos que devem sofrer impactos negativos nos próximos anos, Ricardo destaca: “Deixaria de olhar, com certeza, para negócios de moda, que não deixarão de existir, mas terão riscos maiores, e principalmente para negócios com altos valores de custo, como lojas em shopping centers e operações com alta necessidade de mão de obra” completa.

Para José Roberto Marques, fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), as respostas para o futuro estão no nosso presente. “Em se tratando de negócios, é o comportamento da sociedade atual que irá determinar quais os segmentos estarão em alta ao longo dos próximos anos. Observando os hábitos que estão sendo construídos e fortalecidos durante o ano de 2020, podemos ver que o consumidor está cada vez mais buscando consumir através de plataformas online, dada a situação que estamos vivendo. Apenas em 2019, o comércio virtual brasileiro cresceu 22,7%, de acordo com dados apresentados pelo site e-Commerce Brasil. Já em abril de 2020, o crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 81%. Esses números mostram um hábito que já estava sendo construído e teve uma aceleração significativa”, completa.

Sobre modelos de negócio com maior tendência de êxito nos próximos anos, José Roberto aponta: “Compras pela internet, cursos e eventos online, serviços de assinatura de produtos, delivery de refeições, são negócios que já existem atualmente e que, provavelmente, verão sua demanda crescer durante os próximos anos. Como já existem muitas empresas que seguem essa linha no mercado, sairão na frente aquelas que oferecerem algum diferencial, como entrega mais rápida, preço atrativo, entre outros benefícios. As pessoas não costumam voltar atrás depois de se acostumarem com algo que torne suas vidas mais práticas”, afirma.

Olhando para mercados que tendem a perder força na década, José Roberto aposta em todos aqueles que dependem de grandes concentrações de pessoas para funcionarem. “Como não temos data para que a vida volte ao nosso velho conhecido normal, pode ser arriscado realizar investimentos em negócios que não possam funcionar respeitando as recomendações de distanciamento social. Para concluir, se deseja abrir um negócio promissor, com grandes chances de sucesso para os próximos anos, observe o comportamento das pessoas e a direção para a qual elas estão caminhando”, completa.

 

Segundo Henrique Mol, presidente da holding Encontre Sua Franquia, o Estudo de Negócios Promissores em 2020, levantamento realizado pelo SEBRAE, com base nos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central e Ministério da Economia, apontam algumas boas perspectivas para alguns segmentos e empreendedores. “Os empreendimentos que são voltados para entretenimento digital, pousadas, agências especializadas em diversos segmentos, realidade virtual etc., tendem a ganhar ainda mais força nos próximos anos. Existe uma tendência para a customização em massa de diversos serviços e produtos, o que vai impactar diretamente nos empreendimentos desse segmento da economia”. Afirma Henrique.

Para o especialista, outras áreas com boas perspectivas continuam sendo o de “Vida, Saúde e Estética”. “O brasileiro faz parte de uma das culturas mais preocupadas com saúde e estética. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), somos o 4º maior mercado do mundo quando o assunto é consumo de produtos de beleza, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Apesar de ser impulsionado principalmente pelo público feminino, os homens do Brasil são os que mais se preocupam com estética em todo o mundo. Os dados são apresentados pela Cosmentology. Dessa forma, pode se esperar que salões de beleza, empresas que oferecem serviços de cuidadores de idosos, clínicas de estética, esmalterias, aplicativos voltados para exercícios, academias etc, terão um bom aumento no futuro”, completa.

Outra sugestão de Henrique é olhar para o Mercado Pet, que continua apresentando um cenário aquecido. “A preocupação com o bem-estar e saúde não se limita apenas a nós, seres humanos. Existe um movimento interessante para as empresas ligadas aos animais de estimação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou um censo com alta no número de pets no Brasil. O gasto mensal com os bichinhos costuma variar entre R$330 para os cachorros e R$ 190 para gatos. Para se ter uma ideia do impacto na economia, a busca por seguros de saúde para pets tem aumentado cada vez mais. Além disso, o Brasil é considerado o segundo principal mercado para pet no mundo, ficando atrás apenas do Estados Unidos. Dentre as opções de negócios, podem surgir spas, cosméticos, moda, acessórios e serviços como o plano de saúde”, complementa.

Referência: smartbusinessweb.blogspot.com

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